Seminário Brasil-Argélia
No dia 18 de maio de 2009 houve na federação das câmaras de comercio exterior (FCCE) um seminário sobre as relações entre Brasil e Argélia. Neste evento discutiu-se sobre incentivos aos produtores, entraves burocráticos e possibilidades de negócios. O que ficou mais aparente é a falta de conhecimento tanto do mercado argelino, quanto do próprio processo de exportação/importação brasileiro. Mesmo assim ainda é uma relação que tem muito para crescer por ter um imenso potencial.
Abaixo um resumo dos pontos importantes:
Dentre o leque de possibilidades, como exemplo, comentou-se sobre a reconstrução da capital argelina (Argel), em uma diferente localidade da atual, poderia ser uma oportunidade de negócio entre os dois países pela experiência com Brasília e qualidade de nossas empreiteiras. Apenas uma hipótese, nada além, um comentário inofensivo.
Seguindo temos a balança comercial entre os dois países que é deficitária para o Brasil. Em torno de 1,8 bilhões de dólares.
A Argélia é grande mercado em potencial, além disso, é uma porta de entrada para o mercado árabe. Apesar de Marrocos e da Mauritânia serem mais próximos, são vizinhos, é a Argélia que conta com uma maior população, território e PIB.
Todos aqueles que se interessar por fazer negócios com a Argélia, e demais países árabes, devem procurar a Câmara de Comércio árabe-brasileira. Eles auxiliam na busca por parceiros comerciais, possíveis exportadores e/ou importadores; tornando mais seguro a prospecção de novos negócios. Não se deve esperar que eles façam todo o serviço o serviço que eles fazem é de suporte. Por ultimo e para evitar qualquer duvida os países coberto pela câmara são os seguintes: Arábia Saudita, Argélia, Bahrei, Catar, Djibouti, Egito, Emirados Árabes, Iêmen, Ilhas Comores, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Síria, Somália, Sudão e Tunísia.
O fluxo de comércio entre Brasil e Argélia ainda é muito incipiente. Neste seminário houve uma colocação do prof. Paulo Werneck de Lacerda, apresentando que o fluxo de comércio entre os dois países se faz praticamente sem esforço. Explicou que compramos da Argélia petróleo e derivados (aproximadamente 70% das importações) e vendemos para eles açúcar, carne e derivados (mais da metade das exportações). São produtos que os dois países estão entre os melhores produtores, logo necessitam de poucos incentivos para serem comercializados. Por outro lado existe um fluxo de comércio menor, menor, de outros produtos que deveria ser estimulado. Como mel, fumo, papel, alumínio, armas, remédios e etc.; do lado brasileiro e pela Argélia peles, borrachas, cortiças e etc. Como pode ser visto na balança comercial apresentada no site da câmara de comercio árabe-brasileira.
Um mercado pouco explorado dos dois lados é o de bens culturais, filmes, livros e turismo.
A Argélia tem potencial para ser um grande parceiro comercial. Existe mercada para nossos produtos, basta procurar os clientes e vice-versa.